marcio tristão / blog
Estante Virtual
Ontem, ganhei um marcador de livro daqueles tradicionais que normalmente são postos automaticamente nas sacolas plásticas das grandes livrarias quando a gente compra qualquer coisa. Pois bem, este marcador não veio junto com um livro, muito menos com um CD ou DVD. Ele veio junto com uma URL: www.estantevirtual.com.br , que dá acesso a 700 sebos e mais de 14 milhões títulos, muitos deles raros! É isso mesmo, aqueles sebos empoeirados, do centro da cidade, estão disponíveis todos eu um só lugar. Além disso, qualquer um poderá disponibilizar seus livros.
BBC Beta
Logo que o link começou a circurar respondi para aqueles que
custumam sair babando sobre tudo que é novo o seguinte (vou acrescentar mais coisas aqui já que a resposta original foi via twitter. Logo, direta e reta):
Quem sou eu para criticar a BBC? Mas, sinceramente, não gostei da solução. Acho que solução e produto são um pouco incompatíveis. No meu entendimento, a BBC é um portal e como tal tem como uma de suas principais funções fazer uma seleção prévia de fatos e assuntos relevantes. Calma!!! Não comecem a jogar pedras agora! Não quero dizer com isso que sou contra customização ou seleção/filtros de conteúdo. Minha crítica é quanto a falta de equilíbrio entre esses dois caminhos. Até porque, sabemos que menos de 10% das pessoas estão dispostas a customizar qualquer coisa.
E como eu disse no twitter, breve aparecerá um longo documento explicando o motivo de tudo, e as coisas farão sentido. E aqui está ele: o post do sr. Richard Titus, Head of User Experience & Design. Segundo ele os principais features da nova home são:
- Simple, clean and beautiful, the final design, we hope, is visually striking yet unpretentious. The masthead showcases the BBC’s new online branding.
- Personalization: you can choose the content that interests you by adding and removing the content boxes via the “Customise Your Homepage” tab. This allows the user to edit the type of information they’d like to appear. Soccer fans (pardon me - football fans), for example, can now add up to eight football stories to the sports box. The user can also create their own page layout by rearranging the boxes in the layout of their choice.
- Localization: Users can now set their own location, enabling them to access local sites, weather, news, radio and TV schedules without the hassle often associated with user journeys to local content. (Talking about the weather: as a newly emigrated Yank, I failed to grasp the gravity of the national controversy around the weather icons. I feel they are a massive improvement on those of the previous homepage, and in keeping with BBC tradition, we’ll continue to refine them based on user feedback.)
- Simplicity: the customization is intuitive and includes an interactive demo and tips to guide users through the process. It is also unobtrusive – if the user has no desire to customize their page their experience won’t be compromised. TV and radio schedules show what’s on air now and on tonight and allow users to listen live directly from the homepage. There are also links to the most popular On Demand shows for each radio network.
- Search: The site is much easier to read and scan at a glance. At the top of the page there’s a search function (now reduced from two search boxes to one), and at the bottom a full directory of all BBC sites and a link to the A-Z, allowing users to quickly find what they’re looking for. You can refine your search by shrinking the field to just news and sport, or audio/video. Users who simply want to be entertained can choose one of the four main tabs to focus on a particular promotion of interest.
- Nostalgia: the new homepage also manages to incorporate eccentricity alongside innovation, and integrates a BBC 1 analogue clock in the top right corner. This feature was initially punted as a bit of fun, but feedback revealed that users find this icon, a homage to the “golden days” of analogue programming, bizarrely reassuring.
Concordo com todos os pontos e - principalmente - entendo que em períodos de transição é necessário forçar a mão para que os conceitos se solidifiquem. Porém, como disse no twitter, não acho que a solução de produto tenha sido fantástica ou revolucinária.
Agora, sem dúvida, a estratégia é das melhores e cobre todos os flancos para a batalha que é conquistar - diariamente - as pessoas que usam e querem participar dos nossos produtos. E, claro, só o tempo dirá se a mensagem de que a BBC quer ficar mais aberta, permeável e flexível foi absorvida.
My Space Brasil
Ontem recebi uma mensagem de um contato no myspace, mas não consegui saber do que se tratava pq os caminhos que deveriam me levar até ela eram tortuosos. Hoje, parece que as coisas se organizaram melhor por lá e o clique na mesma mensagem me levou para um comunicado sobre a liberação da versão MySpace Brasil Beta e para o convite para aceitar a versão brazuca (ou permanecer na gringa).
Por curiosidade, escolhi a brazuca (até pq software traduzido é uma tristeza*) e a surpresa foi das melhores: a interface do perfil (não público) está infinitamente melhor. Muito mais organizada e fácil de navegar.
Porém, nem tudo está 100% ainda. A inteface nova as vezes ainda me leva para velha e a experiência fica meio prejudicada. De qualquer forma, é visível que tem alguém por lá trabalhando duro para melhorar a vida dos usuários.
* Recentemente instalamos o Intuitect - um plugin do Visio que promete mundos e fundos - nada acontecia até que resolvemos reinstalar o Visio com na versão em Inglês (não me pergunte pq eu estava usando a versão em português). Pronto as mágicas começaram a acontecer.
Twitter “ou” Jaiku “ou” Pownce, “e” nunca!
Na última semana circulei com bastante atenção por estes três produtos. Usei um, o outro, dois simultâneamente (com e sem ajuda de ferramentas para otimizar o copy and paste).
O primeiro no qual eu me cadastrei foi o Pownce. Mas na época não tinha ninguém por lá (tirando meu amigo Julio Preuss). Então, não fazia muito sentido ficar escrevendo só para o Júlio he,he,he!! Logo, a conta ficou congelada por um tempo.
Depois foi a vez do Twitter. Alguns amigos me acompanhavam, eu acompanhava outros e a diversão era garantida. Realmente fiquei viciado no negócio, como disse em posts passados. Paralelo a isso eu tentava um convite para o Jaiku que causou furor na massa geek por ter sido comprado pelo Google com a chancela de ferramenta de microblog com a plataforma de integração com os celulares mais desenvolvida.
Finalmente consegui o tal convite do jaiku e a primeira impressão foi: aqui é muito mais legal e estruturado que no twitter. Esse troço é legal… e comeceia postar por lá. Aí começa o drama que levanta a questão: diferente das redes sociais onde o usuário pode facilmente administrar seu perfil e colaborar com uma ou mais comunidades, os microblogs exigem um alto envolvimento. Principalmente se vc quiser, de fato, ser relevante para aqueles que o acompanham.
Além disso, o público muda de um serviço para o outro. Então, parte das pessoas entende o que vc está falando e outra não… Então, surge a necessidade da funcionalidade importar/ convidar seguidos e seguidores.
Mas, voltando às ferramentas propriomante ditas, o Jaiku decepcionou rapidamente a interface e funcionalidades extras complicam muito mais do que ajudam. E acompanhar a cronologia das idéias é um desafio.
Voltei ao Pownce. Ufa!!! Aqui tem algumas funcionalidades importantes iguais as do Jaiku e que não tem no Twitter… É mais fácil acompanhar a cronologia mas, infelizmente, ainda não tem pessoas, que sabemos ser fundamental.
Conclusão: a simplicidade do twitter faz dele um produto campeão.
Jornalismo hiper-local
Todos nós temos uma fórmula que define o quanto as informações sobre nossa cidade, país e mundo (só para simplificar) são importantes. E essa fórmula é reequilibrada diariamente de acorco com o peso que um fato novo passa a ter nesse pacote. E é para entender e atender essa fórmula mutante que os editores trabalham dia e noite. Mas uma fez estou simplificando a história. Todo mundo que tem ou teve o mínimo contado com uma redação sabe que “passa muito mais água por baixo desta ponte” do que estou falando.
Pórem, o trabalho diário em busca da fórmula perfeita tem sempre o limite do número de editores e repórteres tanto na web quanto nos veículos impressos e de tv. Além disso, a relevância dos fatos está em boa parte dos casos atralada ao números de pessoas afetadas por ele. Com isso os fatos que afetam em enorme escala um grupo pequeno de pessoas não conseguem espaço nos grande veículos.
É nessa brecha que entra o jornal de bairro. E numa faixa ainda mais exclusiva, mas com um potencial gigantesco para a prestação de serviços e desenvolvimento de negócios entra o jornalismo hiper-local. E um dos mais recentes e espertos exemplos de como esse espaço pode ser bem trabalhado é a YourStreet.
Segundo o CEO da YourStreet o site agrega entre 30 e 40 mil artigos por dia e mais de 10,000 RSS de jornais e blogs de bairro. Além disso, é possível a troca de informações entre usuários e comentar as matérias.
Outro exemplo de site que trabalha o jornalismo-hiperlocal é o Outside.in cuja a principal diferença é o peso que a presença de interferência humana tem para fazer o cruzamento entre as notícias e os locais.
Mas, mesmo reunindo esse número enorme de notícias o YourStreet, provavelmente, deixa de fora os fatos de grande relevância para os pequenos grupos (claro que o fato de reunir posts de blogs minimiza isso). É aí que entram outros exemplos como o platial.com e o Topix que além de fazer a coletânia de artigos, permitem também que os usuários participem da geração de conteúdo.
Com isso fica garantido o espaço para todos os fatos. E o YourStreet deve seguir essa linha se quiser atingir sua meta: “The basic goal behind YourStreet is to connect you to the information that’s most important to you,” como disse o CEO James Nicholson.
Hulu.com
Está no ar a página para solicitações de acesso à versão Beta do Hulu, um site de vídeos resultado da união das gigantes NBC e FOX.
Meu acesso ainda não foi liberado. Mas já gostei da filosofia do Executivo-chefe, Jason Kilar, que declarou: ‘’When you aggregate great content together, it makes things easier for the user.'’ Pensar no usuário já é um excelente começo.
Google + Jaiku = gPhone?
É o que andam especulando por aí. E como dito em um post anterior, a decisão do Google foi tomada pelo fato do Jaiku ter sua plataforma móvel mais desenvolvida do que a do Twitter, o que dá força para história.
Além disso, li na Technology Review que um dos fundadores do Jaiku, Jyri Engeström, era gerente de produto da Nokia.
Bom, se já é bom ver uma briga entre Google, Yahoo! e Microsoft, imaginem se a Apple - que, de certa forma, correu por fora dessa confusão - é convocada a entrar na arena para proteger o território do seu novo filhote: iPhone?
MAC OS X
Ainda com a contagem regressiva na home da Apple, já existem alguns screenshots ( Finder, Desktop, Dock na lateral esquerda) do Leopard, no Flickr, e o vídeo de entusiasmado consumidor recebendo o produto no Japão.
E já que estamos falando da Apple, duas notícias me chamaram a atenção esta manhã:
- Piper Jaffray: AT&T paying Apple $18 per iPhone, per month (CNet.com)
- How Apple Can Keep Its Value (NYT/Bits)
twitter na mira do Y!
Lendo meus e-mails descobri que minha nova mania - o twitter - está na mira do Y!. Só que além disso, fiquei sabendo que um similar chamado Jaiku (que ainda vou testar) já foi comprado pelo Google. E que a decisão foi tomada pelo fato do Jaiku ter sua plataforma móvel mais desenvolvida, o que faz todo o sentido. Ontem e hoje postei algumas coisas no Twitter via celular e tive a comprovação de que o conceito de microblogging e celulares nasceram um para o outro.
Em tempo: o pai da história é Steve Rubel, vice-presidente sênior da Edelman’s. E se der tempo vc pode conferir o assunto no twitter do próprio.
Novo Portifolio
A designer Renata Saules lança a versão 2007 do seu portifolio com a reunião dos melhores e mais desafiadores projetos. Eu recomendo!

