marcio tristão / blog
UX Week: saldão
Estou em terra papagalis desde domingo. Na bagagem uma ótima impressão do evento que superou as expectativas, gerando um saldo muito possitivo. A organização do evento montou uma agenda que trouxe uma visão ampla do que está acontecendo no mundo da “Experiência”. Indo muito além de sites!
As palestras e workshops foram de alto nível, sobre temas bastante variados e com abordagens focadas no futuro. Ou seja: não estavam presos a qualquer tipo de processo ou limitação atual. Foram apresentados conceitos aplicáveis hoje em diversas plataformas e alguns casos práticos ilustrativos.
Além disso, não posso deixar de registrar neste saldão a fantástica experiência de ter visitado o Exploratorium. Recomendo a visita a todos que tiverem a oportunidade de passar por perto.
Muito mais do que imersão, experimentação
Hoje, depois do almoço, fomos a um lugar fantástico: Exploratorium, um espaço dedicado a arte, ciência e percepção humana. As duas palestras da tarde aconteceram por lá. Porém, o lugar ganhou disparado. Nada poderia ser melhor para um congresso de UX do que a idéia de levar as pessoas para este grande parque onde todas as grandes teorias da física e da matemática se materializam e podem ser usadas por crianças e adultos (fotos em breve).
UX Week: play and Immerson (dia 3)
A primeira palestra de hoje foi muito interessante. Uma abordagem bem diferente para unir games e UX. Confiram aqui:
UX Week: Enter. connect. create. (dia 2)
O segundo dia da UX Week começou com a palestra do CEO da Zipcar, Scott Griffith. Segundo ele as pesoas procuram o serviço para se senti livre. Por isso, é fundamental uma experiência simples, honesta, conveniente (todos os meios, web, cel, off line), smart (economica e com 1 único preço) e, claro, com outras pessoas…
Griffith disse também que educar os usuários é parte do desafio e que um caminho interessante para se conseguir isso passa pela criação de poucas e simples regras básicas para o funcionamento do produto com foco no que se quer entregar como percepção. Além diso, ele lembra que do lado da empresa deve ser promovida sempre a participação dos executivos e stakeholders e a integração entre os times de UX e TI…
E para entender os usuários (melhor chamar de pessoas, como recomendou Norman), pesquisar, ouvir e observa-las são grandes ferramentas.
Algmas palestra na sequência foram interessantes para pegar algumas referências. Mas o destaque ficou, com TV With an API! Current at the collision of TV and the Internet, com Rod Naber e Dan Levine. Para eles o sucesso da iniciativa vem do:
- Foco nos vídeos produzidos pelos usuários
- recompensa pela participação
- rigor no aceite do material (50% é rejeitado)
- 30% da tv é criação dos telespectadores
Para eles o Current é uma plataforma e filtro de participação na TV, onde é exibido o melhor. Dessa maneira, segundo eles, todos se sentem incluídos. Outro ponto muito importante colocado por eles é relativo ao cenário futuro de apresentação/consumo de notícias pelos jovens adultos. É possível destacar algumas observações:
- Não é só sobre vídeos
- Pagina inicial com as notícias sociais (indicadas)
- Algorítimos estarão participação mais forte na edição
- Ofereça muitos e fáceis caminhos para participar
- As interações acontecem em qualquer dispositivo
- Aproveite o que as pessoas já estão fazendo
Como não poderia deixar de ser Rod Naber e Dan Levine recomendaram a distribuição em comunidades e trabalhar em conjunto com a TV entregando os melhores conteúdos. E para esses laços ficarem mais estreitos é necessário trabalhar no desenvolvimento de abordagens interativas na TV; pensar em como o flash pode funcionar na TV; criar formatos e soluções flexíveis; colocar dados da web em tempo real no ar e prepara as primeiras provas de conceito.
Pausa para o Almoço onde provei a famosa carne de Kobe, por US$ 12,00.
Com todos de barriga cheia começou o workshop Live, vast and Deep: Web-native information Visialization, com Tom Carden e Michael Migurski. Bem mais conceitual do que o do dia anterior deixou alguns pontos interessantes (infelizmente no Brasil não temos tantos dados disponíveis na web quanto aqui nos EUA).
- observe todo os dados disponível
- selecione os mais úteis/relevantes
- é necesário cruzar os dados corretos para apresentar algo de valor
Com os dados disponíveis e os objetivos definidos eles recomendam o fluxo:
EXPLORE – BUILD – REFINE
Segundo eles, e eu concordo, normalmente focamos muito na etapa BUILD. Sendo que as outras duas são tão ou mais importantes.
Anotei várias referência.
Fechamos o dia de trabalho com uma ótima apresentação da www.milkshakemedia.com sobre community framework. Um trabalho bem consistente onde, mais uma vez, o olhar 360 graus apareceu com grande relevância.
E para relaxar fomos visitar o escritório da Adaptive Path, onde eles ofereceram um animado happy hour. Incrível clima familiar entre os funcionários.
UX Week: treinando a visão 360 graus (dia 1)
Defidamente credenciado comecei o primeiro dia com um bom e informal bate papo com o Mr. Norman que, como toda pessoa com conhecimento superior a média dos mortais, é muito simples. E claro é de pessoas como ele que se espera ouvir: “vamos chamar os usuários de pessoas, não de usuários. Projetamos para pessoas” (justiça seja feita o Julio Preuss também falou isso há algum tempo). Além dessa lição que é quase um puxão de orelha, Mr. Norman pregou também a análise mais global dos problemas para se chegar as melhores soluções.
Na sequência caimos em um tema mais mundano: times de UX, com Leah Buley, da Adaptive Path. Novamente foi mencionada a necessidade de ter uma visão geral do processo. Dessa vez, com o foco nos requerimentos do negócio e dos clientes. Também foi destacada a importância de criar um ambiente no qual o time se sinta mergulhado e responsável pelo que está projetando.
Depois de uma pequena pausa para um café voltamos a labuta com Jensen Harris, da Microsoft. Seu tema: o word. Harris fez um belo histórico do produto mostrando como o aumento do número de funcionalidade chegou a causar problemas de “UX” para o produto. E chegou a vez de falar do processo: Research, design tenets, prototypes, evaluation e Interaction. Para Harris, é fundamental conhecer as frustrações e dificuldades dos usuários, quais os comandos ou funções mais usadas, a sequencia de uso e como são acessados. Os protótipos devem explorar facetas bem diferentes e, o que na minha opinião é o erro mais comum: saber ler estes dados de forma a retirar deles o melhor para o projeto é fundamental.
Almoço, que ninguém é de ferro, e Workshop: Good Design faster, com Brandon Schauer e Leah Buley. Todos os exercícios foram baseados em sketch boards e no como eles podem ajudar a entender, melhorar, encontrar falhas, apresentar o conceito, o problema e as soluções para um problema com uma visão de 360 graus (novamente). Confeço que já tinha uma quedinha pelos sketch boards mas agora tenho certeza que eles são parte muito útil do negócio e para os grupos multidisciplinares. O entendimento de tudo fica incrivelmente mais fácil e rápido.

E para fechar o dia tivemos também uma apresentação do grupo neo-futuristas (http://www.neofuturists.org/). Por hoje é só. Amanhã tem mais !
UX Week: o credenciamento
Hoje abriram o credenciamento do UX WEEK. Cheguei meia hora antes do fim do tempo regulamentar. Antecedência suficiente pegar meu kit:
- crachá (com um post-it estilizado)
- um belo livreto com o resumo das palestras e perfil dos palestrantes. Um dos melhores que já vi!
- um bloquinho de post-it (acho que a Internet não pode mais viver seu os post-it. Ainda há tempo para quem não tem ações da 3M)
- um adesivo promocional do estudo futurista sobre browsers (já postado por aqui: adaptivepath.com/aurora)
- um negócio chamado Baggu, que eu ainda não sei o que é….
- um moleskine, aqueles caderninhos de capa dura.
- um convite para um happy hour bancado pela empresa Clearcapital.com (vão sortear um ipod touch)
Também fui avisado que a Adaptive Path estava convidando as pessoas para tomar alguns drinks por conta. Fui até o bar indicado e tive que pagar o que consumi
. Na mesa ao lado estava o Don Norman, o principal palestrante do evento tomando um whiskinho (pelo qual, muito provavelmente, não pagou).
Amanhã tem mais!
UX Week, ai vou eu!
Hoje parto para São Francisco onde acontece o evento UX Week, organizado pela Adaptive Path. A palestra de abertura será do Don Norman, autor de vários livros e em especial dos clássicos “The Design of Everyday Things” e “The Design of Future Things”. Além dele, outros vários nomes e empresas estarão no evento.
Espero conseguir mostrar aqui no blog um bom resumo do que acontecerá por lá. O twitter será um bom canal para os comentários mais rápidos.
Um pouco além das palestras
As palestras estão rolando soltas… é Open Social, OpenID, Psicologia, Data Portability, Social Graph, Bussiness models e tudo o mais que vcs podem imaginar. Na expo, aquela mistura clássica de representantes comerciais, técnicos, promoters e, principalmente caçadores de brindes… é incrível como senhores se aglomeram por uma canetinha…
Mas de um canto obscuro depois da sala de imprensa saiu uma curiosidade legal: o Pleo, um robô-dino que responde ao toque das pessoas que brincam com ele. Breve fotos e um vídeozinho.
Mapa de calor nas páginas de busca
Durante a palestra de SEO foi comentado o estudo “where do searchers look” que eu achei muito interessante. O estudo reforça a teoria de que só os links do topo são clicados, o que aumentando a importância de um bom trabalho de SEO. Dêem só uma olhada no mapa de calor na página de resultado de busca do Google:
Antes tarde do que nunca
Esse é um post rápido só para registrar que o IA SUMMIT 2008 terá o seu post saldão, onde tentarei passar uma idéia geral do que vi, foi falado, quem encontrei, do que não gostei…. Além disso, explico que a demora é por conta do trabalho e de outro evento: WEB 2.0 EXPO que começa exatamente agora em São Francisco, California. E sem querer embolar o tempo é sobre a WEB 2.0 que tentarei postar esta semana aqui e no twitter. Vamos ver se faço melhor que no IA SUMMIT
