UX Week: treinando a visão 360 graus (dia 1)
Defidamente credenciado comecei o primeiro dia com um bom e informal bate papo com o Mr. Norman que, como toda pessoa com conhecimento superior a média dos mortais, é muito simples. E claro é de pessoas como ele que se espera ouvir: “vamos chamar os usuários de pessoas, não de usuários. Projetamos para pessoas” (justiça seja feita o Julio Preuss também falou isso há algum tempo). Além dessa lição que é quase um puxão de orelha, Mr. Norman pregou também a análise mais global dos problemas para se chegar as melhores soluções.
Na sequência caimos em um tema mais mundano: times de UX, com Leah Buley, da Adaptive Path. Novamente foi mencionada a necessidade de ter uma visão geral do processo. Dessa vez, com o foco nos requerimentos do negócio e dos clientes. Também foi destacada a importância de criar um ambiente no qual o time se sinta mergulhado e responsável pelo que está projetando.
Depois de uma pequena pausa para um café voltamos a labuta com Jensen Harris, da Microsoft. Seu tema: o word. Harris fez um belo histórico do produto mostrando como o aumento do número de funcionalidade chegou a causar problemas de “UX” para o produto. E chegou a vez de falar do processo: Research, design tenets, prototypes, evaluation e Interaction. Para Harris, é fundamental conhecer as frustrações e dificuldades dos usuários, quais os comandos ou funções mais usadas, a sequencia de uso e como são acessados. Os protótipos devem explorar facetas bem diferentes e, o que na minha opinião é o erro mais comum: saber ler estes dados de forma a retirar deles o melhor para o projeto é fundamental.
Almoço, que ninguém é de ferro, e Workshop: Good Design faster, com Brandon Schauer e Leah Buley. Todos os exercícios foram baseados em sketch boards e no como eles podem ajudar a entender, melhorar, encontrar falhas, apresentar o conceito, o problema e as soluções para um problema com uma visão de 360 graus (novamente). Confeço que já tinha uma quedinha pelos sketch boards mas agora tenho certeza que eles são parte muito útil do negócio e para os grupos multidisciplinares. O entendimento de tudo fica incrivelmente mais fácil e rápido.

E para fechar o dia tivemos também uma apresentação do grupo neo-futuristas (http://www.neofuturists.org/). Por hoje é só. Amanhã tem mais !
