Volta cômica ao metrô
Hoje peguei o metrô depois de alguns anos sem usar esse fantástico meio de transporte (claro que aqui no Rio ainda tem muito o que melhorar. Principalmente no quesito diversidade de direções). E fiz como sempre: as portas se abriram e eu entrei no vagão de minha preferência. Lembranças do tempo em que eu voltava do Centro da cidade como uma sardinha automaticamente voltaram a minha mente.
Tudo corria bem até que - na segunda parada - um segurança que estava na plataforma começa a fazer sinais quase que desesperado para mim. Eu me concentro e entendo a mensagem: esse vagão é exclusivo para mulheres!!!
Putz! e agora, o que eu faço? Pensei. Me dirigi para a porta na tentativa de sair do vagão. Mas um arrastão 100% feminino, invadiu o vagão tornando impossível minha saída. Agora eu sabia que estava errado e não tinha muito o que fazer. Para piorar uma gravação ecoa pelo vagão informando com, todos os detalhes, as regras de uso do vagão feminino. Só me restava oferecer um sorriso amarelo para as respeitáveis senhoras a minha volta.
Passo, então, a olhar só para os meus pés. As estações passam… e lá pela quarta parada rola um barraco. Penso logo que elas estão se organizando para me matar. Mas não. É só um bate-boca corriqueiro entre mulheres.
Chega minha estação e eu me dirijo para a porta com todo o cuidado. Um pequeno encontrão poderia ser encarado como falta grave! Olho só para o meu objetivo e quando já me imagino livre, uma senhora me pergunta:
_ O senhor entendeu que esse é o vagão feminino, né?
_ Claro, claro… é que há muito tempo não ando de metrô e o vagão feminino é novidade pra mim, expliquei. E ela respondeu sorridente. _ Agora o senhor já sabe que rolam uns barracos por aqui he, he, he!.
